Não me tornei poetisa, tornei-me poesia. Forte e visceral.
A verdade é que, apesar de sempre ter gostado de poesia, leio muito pouco o gênero. Para mim, poesia nunca foi ler mas viver, no caso fazer, de formar a ser. Não domino os estilos, nem sempre pego as referências mas penso, penso, repenso e absorvo. De vez em quando ponho algo para fora.
Um desses quando foi em novembro do ano passado, eu não lembrava, mas achei sem querer, o que foi escrito num caderno colorido durante uma aula:
Não tenha dó de mim por fazer poesia
Tenha dó de ti por não saber poesia
Poesia é dor e sofrimento
Depois a alegria do nascimento
Na adolescência rebeldia
Quando velho nostalgia
Engraçado não saber mais do se tratava, não compreender linhas ou palavras. É como descobrir um filho que se esqueceu de nomear, cuja a face não é lembrada. Tratei de cuida-lo, limpa-lo, até ficar apresentável. Não precisou muito, eu o reconheci e ele sorriu. Somos poeta e poesia de novo. Juntos.
***Este post faz parte do BEDA, que consiste em postar TODOS OS DIAS durante o mês de agosto. Me ajudem!!11! Indiquem temas, tags e receitas para manter a sanidade.